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SUMMARY:Espetáculo itinerante "O Bêbado e o Equilibrista" ocupa ruas de Belo Horizonte com pesquisa que une palhaçaria afro\, hip-hop e dança
DESCRIPTION:Inspirado na música “O Bêbado e o Equilibrista”\, de João Bosco e Aldir Blanc\, o espetáculo de dança itinerante estreia em Belo Horizonte com quatro percursos gratuitos realizados entre os dias 10 e 12 de junho \nO projeto nasce da investigação do artista urbano Leds Marques sobre a palhaçaria afrocentrada e as possibilidades de construir uma comicidade que não esteja baseada na violência contra corpos negros. Idealizado e interpretado por Marques\, o solo acompanha um B-boy palhAfro inebriado por diferentes entorpecentes — o sol quente\, a água contaminada\, os agrotóxicos e os metais pesados decorrentes do rompimento de barragens. Em constante instabilidade\, ele encontra nas danças urbanas e no grafite maneiras de se reerguer e seguir existindo. Por meio da arte\, ressignifica as agressões impostas à população negra e inventa novas formas de permanência e resistência no espaço urbano. \nA inspiração na música lançada em 1979 parte da compreensão de que\, mesmo após o fim da ditadura militar\, ainda é possível perceber resquícios da dureza e do conservadorismo presentes na sociedade brasileira\, especialmente na relação entre o corpo preto e as instituições. A partir dessa reflexão\, o espetáculo propõe um percurso pelas ruas da cidade para discutir permanências históricas\, desigualdades e mecanismos de violência que seguem atuando sobre corpos negros e periféricos. \nCom trilha sonora original de Champa\, o espetáculo permeia a música brasileira\, o breaking e a rima. Pequenas caixas de som acopladas ao corpo do artista ressoam palavras de ordem\, melodias e sons de tambores\, determinando o ritmo dos movimentos enquanto o palhAfro percorre a cidade. \nA proposta também dialoga com temas como o aquecimento global\, o uso excessivo de agrotóxicos\, a violência gerada sobre os corpos pretos e o rompimento de barragens\, refletindo sobre os impactos do racismo ambiental nos territórios e nas populações vulnerabilizadas. \nRealizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)\, o projeto propõe a montagem de um espetáculo de dança itinerante pelas ruas de Belo Horizonte\, fomentando a interlocução entre a palhaçaria afro\, a cultura hip-hop e as danças africanas. A iniciativa busca ampliar o acesso às artes da cena\, ocupando espaços públicos de grande circulação e promovendo encontros com públicos que muitas vezes não frequentam teatros ou equipamentos culturais. \nO trabalho é resultado de uma pesquisa desenvolvida por Leds Marques a partir de suas experiências como artista de rua\, b-boy\, palhAfro e morador da periferia. A investigação propõe um contraponto às técnicas tradicionais da palhaçaria\, construindo caminhos de humor e comicidade a partir das referências negras e periféricas. \n“Assim como na canção que inspira esta obra\, o bêbado é uma metáfora! Eu não estou bêbado de tanto beber. Estou bêbado de tanta vontade de fazer arte\, de gritar para o mundo. O palhAfro surge numa vontade de não aceitar a violência no meu corpo. É tentar trazer uma pesquisa onde a comicidade não mora na violência”\, afirma Leds Marques. \nO artista explica que a pesquisa busca deslocar o lugar tradicional da piada e do riso\, valorizando referências ligadas à cultura negra e periférica. As danças urbanas\, especialmente o breaking\, o popping e o locking\, aparecem como elementos centrais da construção cênica. \n“Eu uso meu black como empoderamento. Uso o hip-hop\, que foi a linguagem que leva a periferia ao mundo. A dança base do palhAfro é o hip-hop. Eu tento buscar outros caminhos que pertencem ao nosso povo para construir essa potência de humor”\, destaca. \nDirigido por Dayane Lacerda\, o espetáculo foi construído a partir de laboratórios de movimento que têm a rua como espaço principal de criação. A pesquisa valoriza o improviso\, o encontro com o público e as respostas produzidas pelo território. Em vez da busca pela perfeição técnica\, o processo procura investigar quais sentidos os movimentos produzem quando colocados em diálogo direto com a cidade e seus habitantes. \n“É um processo muito colaborativo. O Leds é um artista muito criador e traz para a cena suas vivências e descobertas sobre essa outra palhaçaria. A rua é o lugar da surpresa. É o encontro entre artista\, público e cidade que faz nascer o espetáculo”\, afirma Dayane. \nAs apresentações acontecem em trajetos pensados para dialogar com pessoas que circulam diariamente pelos espaços públicos da cidade\, ampliando o acesso às artes da cena para além dos espaços convencionais. A cidade torna-se cenário da intervenção e participa diretamente da construção de cada apresentação. \nSobre Leds Marques \nLeds Marques é pai atípico de Benjamin\, artista urbano e produtor cultural atuante em Belo Horizonte desde 2005. Trabalha com grafite\, breaking\, palhaçaria e arte-educação. É fundador do Ateliê Rabisco de Laje\, espaço cultural localizado na periferia da capital mineira. Possui experiência como ator e professor de artes e atualmente integra o Instituto HaHaHa. \nFicha Técnica \nCriação e atuação: Leds Marques\nDireção: Dayane Lacerda\nTrilha sonora: Champa\nIlustração gráfica: PUDIM\nFotografia: Nanda Vaz\nFigurino: Mariana Blanco e Samuel Sudré\nCostura: Samuel Sudré\nRealização: Ateliê Rabisco de Laje\nAssessoria de Imprensa: Fortalecência Comunicação \nServiço \nO Bêbado e o Equilibrista \nTrajeto 1\n10 de junho de 2026\, às 14h\nSaída: Praça Sete de Setembro\nChegada: Praça da Liberdade \nTrajeto 2\n11 de junho de 2026\, às 14h\nSaída: Praça Raul Soares\nChegada: Praça da Assembleia \nTrajeto 3\n12 de junho de 2026\, às 10h\nSaída: Praça da Estação\nChegada: Praça Duque de Caxias \nTrajeto 4 – Barreiro\n12 de junho de 2026\, às 13h\nSaída: Praça Cristo Redentor\nChegada: Portaria do Centro Esportivo Milionários \nPara mais informações:\nhttps://www.instagram.com/ledis_3d\nhttps://www.instagram.com/atelierabiscodelaje/
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