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SUMMARY:Abertura de Exposição: Memória e Linha do Tempo
DESCRIPTION:Com abertura no sábado\, 29\, no Museu Muquifu\, a mostra é resultado de oficinas de experimentação multilinguagem \nEscrevivência\, termo cunhado por Conceição Evaristo\, inspirou participantes de oficinas a desenvolver trabalhos autorais unindo a potência da escrita às linguagens artísticas do bordado livre\, desenho\, colagem\, fotografia e dança para ressignificar afetos\, silêncios e traumas\, reconstruindo identidade\, pertencimento e valorização de si. Ao todo\, 68 obras de de 43 artistas serão apresentadas ao público na exposição coletiva Memória e Linha do Tempo\, que terá inauguração no sábado\, 29/11\, às 14h\, no Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos – Muquifu\, com entrada gratuita. Na ocasião\, será lançado o fanzine do projeto e uma roda de conversa sobre o processo criativo. A exposição fica em cartaz até 27 de dezembro. Para mais informações\, acesse o site https://memoriaelinha.wordpress.com/. \nAs oficinas da segunda edição do projeto aconteceram de agosto a setembro\, valorizando o bordado em diferentes suportes como papel\, plástico e pano\, mas também explorando o olhar e a narração de si mesmo pelo campo da literatura\, performance e dança\, colagem\, fotografia e desenho experimental em diálogo com a experiência de vida de cada participante. \nIsadora Falcão\, idealizadora do projeto\, conta que “os encontros promoveram diálogos possíveis e potentes\, acolhimento e compartilhamento de experiências pessoais que constituem modos diversos de pertencimento e coletividades. Desses processos surgiram trabalhos sensíveis\, bonitos e instigantes onde as trocas dos seis encontros ganharam materialidade e alma”.   \nNo processo\, tudo contribuiu para abrir novos caminhos mediados pela arte: um amor\, uma saudade ou um luto. Refletindo sobre relações que formam nossa subjetividade\, sejam as amorosas\, familiares\, românticas e de amizade\, a primeira oficina levou os participantes a escrever e a criar imagens.  \nParticipam da exposição Memória e Linha do Tempo: Alice Gomes de Mello Gonçalves\, Anita Helena Vieira\, Bárbara de Paula\, Bianca Nunis\, Brenda da Cruz Anacleto\, Camila Pereira Bicalho\, Caroline Oliveira\, Chark Duarte\, Cynara Regattieri de Abreu\, Dayse Braga\, Débora Augusta Rossi Fantini\, Débora Oliveira\, Emanuelle Marra\, Giovanna Costa Peluzo de Figueiredo\, Gleydson Emílio Silva\, Gustavo José Caldas Vianna\, Isadora Andrade Jammal\, Isadora Falcão\, Jane de Almeida Nascimento\, Jo Jaqueline Bezerra da Silva\, Karina Dias Géa\, Larissa Loreto\, Leticia Maris Fernandes da Silva\, Liliane Aparecida de Melo\, Lorena Oliveira Castro\, Luciana Toledo\, Luiza Klinke de Melo Araújo\, Maria do Carmo G. Pereira\, Maria Rodrigues da Silva\, Miriam Aprigio Pereira\, Paula Moura de Oliveira\, Patricia Fernanda Carvalho de Sousa\, Patrícia Honório de Freitas\, Rayane Cristina Silva Lucas\, Rosania Gomes\, Sabrina Tavares Malta\, Samanta Coan\, Severina Eliane Teixeira – Seel\, Tamara Cunha Pereira\, Vanessa Maria Lopes Wilke\, Vivian Labbate e Vivian Nascimento Rodrigues Lima. \nSERVIÇO  \nAbertura de Exposição – Memória e a linha do tempo \nData: 29 de novembro (sábado) – 14h às 18h \nLocal: Muquifu- Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos (Rua Santo Antônio do Monte\, 708\, Vila Estrela\, BH/MG) \nEntrada: Gratuito \nEm cartaz até 27/12 (terças e quintas de 13h às 17h)
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SUMMARY:Espetáculo itinerante "O Bêbado e o Equilibrista" ocupa ruas de Belo Horizonte com pesquisa que une palhaçaria afro\, hip-hop e dança
DESCRIPTION:Inspirado na música “O Bêbado e o Equilibrista”\, de João Bosco e Aldir Blanc\, o espetáculo de dança itinerante estreia em Belo Horizonte com quatro percursos gratuitos realizados entre os dias 10 e 12 de junho \nO projeto nasce da investigação do artista urbano Leds Marques sobre a palhaçaria afrocentrada e as possibilidades de construir uma comicidade que não esteja baseada na violência contra corpos negros. Idealizado e interpretado por Marques\, o solo acompanha um B-boy palhAfro inebriado por diferentes entorpecentes — o sol quente\, a água contaminada\, os agrotóxicos e os metais pesados decorrentes do rompimento de barragens. Em constante instabilidade\, ele encontra nas danças urbanas e no grafite maneiras de se reerguer e seguir existindo. Por meio da arte\, ressignifica as agressões impostas à população negra e inventa novas formas de permanência e resistência no espaço urbano. \nA inspiração na música lançada em 1979 parte da compreensão de que\, mesmo após o fim da ditadura militar\, ainda é possível perceber resquícios da dureza e do conservadorismo presentes na sociedade brasileira\, especialmente na relação entre o corpo preto e as instituições. A partir dessa reflexão\, o espetáculo propõe um percurso pelas ruas da cidade para discutir permanências históricas\, desigualdades e mecanismos de violência que seguem atuando sobre corpos negros e periféricos. \nCom trilha sonora original de Champa\, o espetáculo permeia a música brasileira\, o breaking e a rima. Pequenas caixas de som acopladas ao corpo do artista ressoam palavras de ordem\, melodias e sons de tambores\, determinando o ritmo dos movimentos enquanto o palhAfro percorre a cidade. \nA proposta também dialoga com temas como o aquecimento global\, o uso excessivo de agrotóxicos\, a violência gerada sobre os corpos pretos e o rompimento de barragens\, refletindo sobre os impactos do racismo ambiental nos territórios e nas populações vulnerabilizadas. \nRealizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)\, o projeto propõe a montagem de um espetáculo de dança itinerante pelas ruas de Belo Horizonte\, fomentando a interlocução entre a palhaçaria afro\, a cultura hip-hop e as danças africanas. A iniciativa busca ampliar o acesso às artes da cena\, ocupando espaços públicos de grande circulação e promovendo encontros com públicos que muitas vezes não frequentam teatros ou equipamentos culturais. \nO trabalho é resultado de uma pesquisa desenvolvida por Leds Marques a partir de suas experiências como artista de rua\, b-boy\, palhAfro e morador da periferia. A investigação propõe um contraponto às técnicas tradicionais da palhaçaria\, construindo caminhos de humor e comicidade a partir das referências negras e periféricas. \n“Assim como na canção que inspira esta obra\, o bêbado é uma metáfora! Eu não estou bêbado de tanto beber. Estou bêbado de tanta vontade de fazer arte\, de gritar para o mundo. O palhAfro surge numa vontade de não aceitar a violência no meu corpo. É tentar trazer uma pesquisa onde a comicidade não mora na violência”\, afirma Leds Marques. \nO artista explica que a pesquisa busca deslocar o lugar tradicional da piada e do riso\, valorizando referências ligadas à cultura negra e periférica. As danças urbanas\, especialmente o breaking\, o popping e o locking\, aparecem como elementos centrais da construção cênica. \n“Eu uso meu black como empoderamento. Uso o hip-hop\, que foi a linguagem que leva a periferia ao mundo. A dança base do palhAfro é o hip-hop. Eu tento buscar outros caminhos que pertencem ao nosso povo para construir essa potência de humor”\, destaca. \nDirigido por Dayane Lacerda\, o espetáculo foi construído a partir de laboratórios de movimento que têm a rua como espaço principal de criação. A pesquisa valoriza o improviso\, o encontro com o público e as respostas produzidas pelo território. Em vez da busca pela perfeição técnica\, o processo procura investigar quais sentidos os movimentos produzem quando colocados em diálogo direto com a cidade e seus habitantes. \n“É um processo muito colaborativo. O Leds é um artista muito criador e traz para a cena suas vivências e descobertas sobre essa outra palhaçaria. A rua é o lugar da surpresa. É o encontro entre artista\, público e cidade que faz nascer o espetáculo”\, afirma Dayane. \nAs apresentações acontecem em trajetos pensados para dialogar com pessoas que circulam diariamente pelos espaços públicos da cidade\, ampliando o acesso às artes da cena para além dos espaços convencionais. A cidade torna-se cenário da intervenção e participa diretamente da construção de cada apresentação. \nSobre Leds Marques \nLeds Marques é pai atípico de Benjamin\, artista urbano e produtor cultural atuante em Belo Horizonte desde 2005. Trabalha com grafite\, breaking\, palhaçaria e arte-educação. É fundador do Ateliê Rabisco de Laje\, espaço cultural localizado na periferia da capital mineira. Possui experiência como ator e professor de artes e atualmente integra o Instituto HaHaHa. \nFicha Técnica \nCriação e atuação: Leds Marques\nDireção: Dayane Lacerda\nTrilha sonora: Champa\nIlustração gráfica: PUDIM\nFotografia: Nanda Vaz\nFigurino: Mariana Blanco e Samuel Sudré\nCostura: Samuel Sudré\nRealização: Ateliê Rabisco de Laje\nAssessoria de Imprensa: Fortalecência Comunicação \nServiço \nO Bêbado e o Equilibrista \nTrajeto 1\n10 de junho de 2026\, às 14h\nSaída: Praça Sete de Setembro\nChegada: Praça da Liberdade \nTrajeto 2\n11 de junho de 2026\, às 14h\nSaída: Praça Raul Soares\nChegada: Praça da Assembleia \nTrajeto 3\n12 de junho de 2026\, às 10h\nSaída: Praça da Estação\nChegada: Praça Duque de Caxias \nTrajeto 4 – Barreiro\n12 de junho de 2026\, às 13h\nSaída: Praça Cristo Redentor\nChegada: Portaria do Centro Esportivo Milionários \nPara mais informações:\nhttps://www.instagram.com/ledis_3d\nhttps://www.instagram.com/atelierabiscodelaje/
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SUMMARY:FAN Espiralar conta com “Caminhada Negra” que desvenda o Francisco Nunes\, maestro negro que dá nome ao teatro
DESCRIPTION:O FAN Espiralar celebra legado de Francisco Nunes em roteiro afrocentrado por um dos espaços de memória de Belo Horizonte \nO Festival de Arte Negra (FAN) chega à sua 13ª edição com uma programação que reafirma o compromisso de valorizar trajetórias negras fundamentais para a história da cidade. Entre as novidades deste ano está a Rota Francisco Nunes\, experiência de afroturismo desenvolvida pelo projeto Belos Horizontes Negros\, da Sensações Turismo\, que será realizada no sábado\, 13 de junho. A atividade propõe um percurso afrocentrado dedicado à vida e à obra de Francisco Nunes (1875-1934)\, maestro\, clarinetista\, compositor e educador negro que teve papel decisivo na formação da cena musical belo-horizontina. \nCom saída e chegada no Palco Jardins\, ao lado do Teatro Francisco Nunes\, a caminhada convida o público a percorrer espaços de memória do Parque Municipal e de seu entorno\, revelando como a presença negra foi determinante na construção da identidade artística e cultural da capital mineira desde seus primeiros anos. \nAo longo do trajeto\, os participantes conhecerão a trajetória de Francisco Nunes\, reconhecido como um dos principais responsáveis pela consolidação da música de concerto em Minas Gerais. O roteiro destaca sua atuação à frente do Conservatório Mineiro de Música\, sua contribuição para a formação das primeiras gerações de músicos da cidade e seu protagonismo na criação da Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte\, iniciativa pioneira que ajudou a estabelecer as bases da tradição sinfônica mineira. \nA mediação será conduzida por Thiago Bicalho\, guia de turismo e pesquisador do afroturismo\, e Lucas Xavier\, turismólogo e mediador cultural. A experiência contará ainda com a participação especial do clarinetista Marcus Righi\, que compartilhará ao longo do percurso referências musicais relacionadas à trajetória de Francisco Nunes e ao universo da música de concerto\, ampliando as conexões entre história\, memória e arte. \nPara a construção da rota\, a equipe realizou uma extensa pesquisa histórica\, incluindo uma formação ministrada por Leandro Oliveira\, pesquisador especializado na trajetória de Francisco Nunes. O trabalho aprofundou os estudos sobre a vida\, a produção artística e o legado do maestro\, contribuindo para a elaboração de uma narrativa que evidencia sua importância para a cultura mineira e brasileira. \nEncerrando a atividade\, o público será convidado para uma celebração da musicalidade negra no Palco Jardins. Em uma apresentação inédita\, Marcus Righi se une ao músico Jacy dos Santos em um encontro entre clarinete e violão que estabelece diálogos entre tradição e contemporaneidade\, homenageando a herança musical de Francisco Nunes e reafirmando a potência das contribuições negras para a cultura brasileira. \nThiago Bicalho comenta que a Rota propõe um olhar atento para personagens e trajetórias que ajudaram a construir a identidade cultural de Belo Horizonte. A partir de uma pesquisa dedicada à memória de “Chico” Nunes\, a iniciativa busca valorizar narrativas pouco conhecidas pelo grande público e reafirmar a importância da cultura negra na formação da cidade   \n“Ao lançar nossa Rota Maria do Arraial no Belos Horizontes Negros nós passávamos sempre a frente do Teatro Francisco Nunes e contávamos a história que sabíamos dele. O FAN foi a provocação que precisávamos para aprofundar na pesquisa e na história do Maestro Francisco Nunes e fazer uma grande homenagem a ele através do resgate da cultura negra que relaciona-se com Belo Horizonte”\, destaca Bicalho.  \nEle reforça ainda a importância do Maestro para a história da música clássica mineira e brasileira. “Francisco Nunes sai de Minas Gerais com sua família para o Rio de Janeiro\, onde constroi uma carreira sólida na música clássica. Como se dá a volta dele a Minas? para cumprir uma missão de construir e gerenciar o Conservatório de Música de Minas. Este fato demonstra que o Francisco Nunes possui um papel central na difusão e ensino da música clássica no estado”\, finaliza. \n\nServiço \nRota Francisco Nunes – Belos Horizontes Negros \nData: 13 de junho \nHorário: 10h \nLocal de saída e chegada: Palco Jardins – Parque Municipal Américo Renné Giannetti (ao lado do Teatro Francisco Nunes) \nAtividade integrante do Festival de Arte Negra – FAN Espiralar \nClassificação indicativa: Livre \n____ \nFAN ESPIRALAR \nData: 11 a 14 de junho de 2026 \nLocal: Parque Municipal de Belo Horizonte\, CRCURB – Viaduto Santa Tereza e Teatro Francisco Nunes \nProgramação completa: https://portalbelohorizonte.com.br/fan/2025/espiralar \nMais informações: portalbelohorizonte.com.br/fan ou faleconosco@institutoperiferico.org \nEvento Gratuito
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LOCATION:Teatro Francisco Nunes\, Av. Afonso Pena\, 1321 - Centro\, Belo Horizonte - MG\, Belo Horizonte\, Minas Gerais\, 30130-002\, Brazil
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SUMMARY:Julianismo estreia “Flerte” na Brexa Cultural com obras que resgatam o olho no olho
DESCRIPTION:A abertura da mostra gratuita\, nesta quinta-feira (18)\, às 19h\, tem a curadoria de Davi DMS \n“Ninguém flerta mais?” com essa provocação que a mostra de Juliana de Oliveira\, a Julianismo\, abre seu período expositivo na Brexa Cultural. Em cartaz até 12 de julho\, a exposição ocupa o espaço da Família de Rua\, que integra a cena cultural do entorno do Viaduto Santa Tereza\, ao lado do Teatro Espanca! e do Kitutu Território Ancestral.  \nA exposição reúne 16 obras em óleo e acrílico produzidas entre 2022 e 2026. Ao longo desse período\, Julianismo foi observando a recorrência de imagens ligadas ao afeto\, ao encontro e às pequenas tensões da paquera em suas pinturas. Em diálogo com referências da história da arte inspiradas por obras que retratam beijos\, a artista passou a construir sua própria interpretação do tema.  \n“Eu tinha visto um beijo de um pintor e falei: eu nunca fiz um beijo. E aí eu fiz uma pintura. Eu queria fazer uma menina lésbica\, mas não queria fazer muito do meu entorno. Eu queria fazer ela do cabelo de creme\, com a blusa de time\, e queria fazer a menina uma cremosa”\, relembra. \nPelos bares e pelas ruas\, foi coletando personagens do cotidiano e transformando encontros\, gestos\, silêncios e presenças em pintura. Obras registram detalhes como um brinco que balança ou um olhar demorado. O título da exposição nasceu durante as conversas com o curador Davi DMS. Ao perceber que a artista repetia constantemente a palavra “flerte” ao falar sobre as obras\, ele identificou ali a síntese do conjunto apresentado na mostra. \nA artista observa que muitas relações passaram a ser mediadas por telas e aplicativos\, tornando os contatos mais distantes e frios. “Essa exposição traz uma cor quente\, um lugar quente\, um lugar do tipo: vamos guardar o celular e vamos olhar para as pessoas\, que a gente tá a fim\, que a gente gosta.”  \nUma das intervenções da mostra reforça essa ideia. Em diálogo com a equipe da Família de Rua\, surgiu a proposta de instalar uma faixa com a frase “Ninguém flerta mais?”\, inspirada na estética das faixas populares espalhadas pelos bairros periféricos. \nA provocação funciona como uma crítica bem-humorada à lógica dos aplicativos de relacionamento e à substituição dos encontros presenciais pelas interações mediadas pelas redes sociais. \nJulianismos e a delicadeza de seu olhar \nA exposição também dialoga diretamente com a trajetória de Julianismo e sua relação com o centro de Belo Horizonte. A artista relembra que grande parte de suas experiências afetivas e de sociabilidade aconteceram em espaços culturais e de convivência da região central da cidade. Para ela\, locais como o Viaduto Santa Tereza\, a Sapucaí\, o Duelo de MCs\, o Too Black e outros espaços do hipercentro sempre funcionaram como territórios de encontro. \n“O centro sempre foi um lugar de encontro para mim. Era onde a gente encontrava os amigos\, conhecia pessoas\, criava vínculos e construía memórias.” \nEla lembra que muitos encontros marcantes aconteceram em contextos de pouco dinheiro\, mas de muita convivência\, reforçando que o afeto não precisa estar condicionado ao consumo. \n“O centro\, para mim\, tem esse lugar de encontro\, de flerte. Aí você vai fazer uma graça\, sobe na Sapucaí para ver a vista. Não tem dinheiro para sentar ali\, mas pelo menos para ver a vista tem\, sabe?”  \nA exposição dialoga com a importância dos espaços públicos e acessíveis na construção dos afetos\, especialmente para a população jovem e periférica. Para Julianismo\, o centro de Belo Horizonte sempre foi um território de encontros\, convivência e descobertas. \n“A gente quer se divertir\, a gente quer namorar\, a gente quer beijar\, a gente quer ser amada\, sabe? Às vezes eu ficava naquela expectativa de encontrar a pessoa sem saber se ela ia naquele rolê. Aí a pessoa aparece e você agradece o universo. O centro\, para mim\, tem esse lugar de encontro.” \nEm cartaz até 12 de julho\, “Flerte” ocupa a Brexa Cultural\, espaço inaugurado em 2026 pela Família de Rua no entorno do Viaduto Santa Tereza. Concebida como centro cultural\, galeria de arte e cineclube\, a Brexa nasce como um novo ponto de encontro e convergência cultural da cidade\, ampliando a atuação da Família de Rua\, organização responsável pelo Duelo de MCs e que há 19 anos promove ocupações culturais e fortalece as culturas urbanas em Belo Horizonte e em outras cidades do país. \nNoite de abertura da exposição “Flerte”\, de Julianismo \nAbertura: 18 de junho\, às 19h \nLocal: Brexa Cultural\nRua Aarão Reis\, 554 – Centro (entorno do Viaduto Santa Tereza) \nEntrada gratuita \nVisitação: até 12 de julho\nTerça a sábado\, das 16h às 20h
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