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Agendão Preto | Sua Agenda Cultural Preta de BH

Negras Heroínas” lança episódio sobre mulheres quilombolas e conecta memória, território e resistência

Terceiro episódio da série audiovisual da Sarasvati estreia nesta quinta-feira (16), com participação de Makota Cássia Kidoiale e Luciana Matias; os dois primeiros capítulos já estão disponíveis gratuitamente

A série de videocasts Negras Heroínas: A história que a história não conta chega ao seu terceiro episódio nesta quinta-feira (16), dando continuidade às estreias semanais que marcam o Julho das Pretas. Idealizada e produzida pela Sarasvati, a produção apresenta Heroínas Quilombolas, episódio que revisita as trajetórias de Aqualtune, Mariana Crioula e Zacimba Gaba para refletir sobre território, ancestralidade, autonomia e os desafios contemporâneos das comunidades quilombolas.

Conduzido pela pesquisadora, historiadora e comunicadora Lívia Teodoro, o episódio recebe a liderança quilombola e Mestra dos Saberes Tradicionais Makota Cássia Kidoiale e a educadora e liderança do Quilombo Família Matias, Luciana Matias. A conversa aproxima a história dessas mulheres de questões atuais, como a luta pela preservação dos territórios, o reconhecimento das comunidades quilombolas, a educação, a memória e a continuidade das formas de resistência negra no Brasil.

Além da entrevista, o episódio conta com o quadro Raiz e Rumo, apresentado pela multiartista Janamô, que estabelece conexões entre as heroínas históricas e mulheres negras que seguem transformando seus territórios. Nesta edição, a homenagem é dedicada à líder quilombola Mãe Bernadete Pacífico, referência na defesa dos direitos das comunidades quilombolas.

A série estreou no dia 2 de julho, com o episódio Heroínas Intelectuais, dedicado a Antonieta de Barros, Carolina Maria de Jesus e Maria Firmina dos Reis. A conversa reuniu a jornalista, cientista política e ativista Diva Moreira e a atriz, pesquisadora e contadora de histórias Fabiana Brasil, refletindo sobre produção de conhecimento, educação e o protagonismo intelectual das mulheres negras.

Na semana seguinte, foi lançado Heroínas Revolucionárias, inspirado nas trajetórias de Dandara dos Palmares, Luísa Mahin, Maria Felipa de Oliveira e Tereza de Benguela. O episódio contou com a participação da vereadora de Belo Horizonte Juhlia Santos e da executiva, futurista e escritora Grazi Mendes, em um debate sobre democracia, representatividade, tecnologia, memória e as diferentes formas de resistência protagonizadas por mulheres negras ao longo da história.

Dirigida por Labibe Araújo e com roteiro desenvolvido em parceria com Flávia Vieira, a série propõe uma leitura contemporânea das trajetórias de mulheres negras que marcaram a história do Brasil, conectando suas experiências às discussões atuais sobre igualdade racial, liberdade, cultura, trabalho, economia, ocupação de espaços de decisão e construção de novos futuros.

Os episódios são lançados ao longo de julho, mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, reforçando a proposta da série de valorizar mulheres que desafiaram estruturas de poder e transformaram suas histórias em referências de resistência.

Segundo Labibe Araújo, diretora e roteirista da série, o projeto busca aproximar essas trajetórias do presente. “A gente usa as trajetórias e as lutas dessas heroínas para puxar o gancho para conversas sobre questões atuais. É uma forma de trazer essas histórias para o agora e pensar como elas continuam reverberando nas nossas vidas.”

O videocast nasce como um desdobramento da série de animação Heroínas Negras Brasileiras, produzida pela Sarasvati e exibida em TVs públicas brasileiras. Em uma nova linguagem, amplia o debate sobre a presença das mulheres negras na formação social, política, cultural e intelectual do país, contribuindo para a valorização de narrativas historicamente invisibilizadas.

“Quando contar histórias de mulheres negras que lutaram e tiveram trajetórias de resistência em diversas áreas surgiu como um desejo para a Sarasvati, entendemos que estávamos falando de histórias que sofreram apagamentos. Essas vozes existem, mas é preciso ampliá-las e criar novos espaços para que sejam ouvidas”, afirma Graziella Luciano, coordenadora geral do projeto.

A temporada será encerrada no dia 23 de julho com o episódio Heroínas Pioneiras na Cultura, dedicado às trajetórias de Agotimé, Laudelina de Campos Melo e Tia Ciata, com participação da pesquisadora, curadora e realizadora audiovisual Tatiana Carvalho e da comunicadora e articuladora cultural Fatini Forbeck.

Negras Heroínas: A história que a história não conta foi contemplado pelo Edital Público 03/2024 – PNAB Fomento BH – Edital para Fomento à Execução de Ações Culturais.

FICHA TÉCNICA

Idealização e Coordenação Geral: Graziella Luciano | Direção: Labibe Araújo | Roteiro: Flávia Vieira e Labibe Araújo | Criação do quadro “Raiz e Rumo”: Flávia Vieira | Apresentação: Lívia Teodoro | Apresentação do quadro “Raiz e Rumo”: Janamô | Participações por episódio: Heroínas Intelectuais (Diva Moreira e Fabiana Brasil); Heroínas Quilombolas (Makota Cássia e Luciana Matias); Heroínas Revolucionárias (Juhlia Santos e Grazi Mendes); Heroínas Pioneiras na Cultura (Tatiana Carvalho e Fatini Forbeck) | Produção: Sarasvati Produtora Cultural | Direção de Produção: Simone Abreu | Produção Executiva: Gabrielle Souza | Direção de Arte: Agnes Antônia | Edição e Montagem: Labibe Araújo | Vinheta e Identidade Visual: Marina Venâncio | Maquiagem e Cabelo: Noeli Candeias | Quadros Orixás: Noeli Candeias | Cortes para Redes Sociais: Eddie Ferreira | Assessoria de Imprensa: Mariana Cordeiro (Fortalecência Comunicação) | Social Media: Vi Cunha | Apoio Cultural: Horizontes Periféricos | Apoio: Prefeitura de Belo Horizonte | Realização: Governo Federal do Brasil, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) | Agradecimentos: Estúdio 767, Lúcio Aleixo Filho, Varnei Silva, Marcelo Goulart, Favela Hype, Clube Melissa Savassi BH. 

Sobre a Sarasvati

Fundada em 2008, a Sarasvati é uma produtora cultural sediada em Belo Horizonte que atua nas áreas do audiovisual, literatura e artes cênicas. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu projetos voltados para a inclusão social, a valorização da diversidade e a democratização do acesso à cultura. Entre suas realizações estão a série de animação Heroínas Negras Brasileiras, atualmente exibida em TVs públicas de todo o país; a série Heroínas Negras Mineiras, em fase de produção; o longa-metragem documental As Benzedeiras; o projeto de formação audiovisual Horizontes Periféricos; a série BH do Amor; e a Mostra de Cinema de Pitangui. Por meio dessas iniciativas, a produtora reafirma seu compromisso com a ampliação de narrativas historicamente invisibilizadas e com a construção de um audiovisual mais diverso e representativo.

Serviço

Negras Heroínas: A história que a história não conta

Conteúdo gratuito | Lançamento dos episódios

Youtube: https://www.youtube.com/@SARASVATIPC

Spotify: https://open.spotify.com/user/31ikjrh7nsv2lsnaa77z5sdzs62y?si=ccf695bde0fa44aa

Episódio 1 – Heroínas Intelectuais e Episódio 2 – Heroínas Revolucionárias
disponíveis

Episódio 3 – Heroínas Quilombolas
16 de julho de 2026

Episódio 4 – Heroínas Pioneiras na Cultura
23 de julho de 2026

Horário: 9h

Para acompanhar e obter mais informações: https://www.instagram.com/sarasvatiprodutora/

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