O documentário “Corpo Preto Surdo: Percursos de Criação e Memória” estreou em Belo Horizonte reunindo artistas, representantes da comunidade surda, pesquisadores, profissionais da cultura e convidados no Cine Santa Tereza. A sessão marcou o lançamento da obra, que registra o processo de criação do espetáculo “Corpo, Preto, Surdo: Nós Estamos Aqui”, reconhecido por colocar em diálogo as experiências de pessoas negras surdas e ouvintes por meio de uma linguagem bilíngue em Libras e português.
Dirigido por Carlandréia Ribeiro, com roteiro de Anderson Feliciano, o filme nasceu da necessidade de registrar uma metodologia de criação construída ao longo dos ensaios. A partir de depoimentos, registros do processo e imagens produzidas especialmente para o documentário, a obra acompanha os encontros, as experimentações e as escolhas que deram forma ao espetáculo.
Ao longo da narrativa, o documentário evidencia como ancestralidade, cultura surda, Libras e as vivências de pessoas negras atravessam a construção da montagem. Também acompanha a trajetória da atriz Jaqueline Gonçalves entre Ibirité e Belo Horizonte, aproximando memória, território e identidade do processo criativo e ampliando as referências sobre a presença de pessoas negras surdas nas artes cênicas e no audiovisual.
Após a exibição, elenco e equipe compartilharam com o público os desafios da criação e celebraram a estreia do filme em um encontro que reuniu artistas, realizadores e convidados.





