Começa nesta terça-feira (1º) a formação gratuita Vidas Negras em Cordel, realizada pelo Ponto de Cultura Coletivo Iabás, em Belo Horizonte. A primeira atividade acontece das 16h às 19h, na Escola Livre de Arte Arena da Cultura NUFAC, no Centro, com uma aula dedicada à escrita de cordel.
A programação reúne três linguagens que se encontram a partir das narrativas negras: contação de histórias afrocentradas, literatura de cordel e xilogravura. Além da oficina de escrita, o projeto prevê uma formação em xilogravura e um sarau de cordel ao final da turma. As atividades de contação de histórias já foram realizadas.
Durante a programação, o público também poderá conhecer uma exposição de rabecas e matrizes originais utilizadas na impressão de xilogravuras de cordéis clássicos, pertencentes ao acervo de Olegário Alfredo, o Mestre Gaio, mestre de Cultura Popular, cordelista e rabequeiro.
A formação é voltada para pessoas com 16 anos ou mais e as inscrições são gratuitas. Esta é a terceira turma do projeto, que já passou pelo Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, no Mercado da Lagoinha, e pelo Centro Cultural Bairro das Indústrias, na Regional Barreiro. Em setembro, o projeto também será realizado no Centro Cultural Urucuia.
A proposta do Vidas Negras em Cordel parte da literatura de cordel como espaço de criação, memória e valorização das narrativas negras. As oficinas trabalham com saberes da tradição oral, poesia e artes visuais para estimular o registro e a ressignificação de histórias e experiências da diáspora negra.
“Este projeto olha para a história da nossa caminhada. Trazemos os que nos impulsiona e o que nos uniu: a contação de histórias afro centradas feitas por pessoas negras, acordando nossas histórias que foram intencionalmente esquecidas; a literatura de cordel e o que está agregado, como a escrita poética do cordel e a arte da xilogravura”, explica Madu Costa, arte-educadora, escritora, narradora de histórias e cordelista.
Para Magna Oliveira, contadora de histórias e educadora antirracista, a formação também busca ampliar o acesso a essas linguagens e promover encontros entre diferentes gerações. “Queremos também possibilitar a experiência artística transversal nas linguagens que o projeto abraça, um encontro multigeracional nas salas de trabalho das oficinas proporcionando trocas e afetividades, trazendo a escuta das histórias da cidade através das histórias dos participantes”, afirma.
O projeto é conduzido por integrantes do Coletivo Iabás, grupo de Belo Horizonte certificado como Ponto de Cultura e dedicado à pesquisa e à narração de histórias sobre os orixás femininos Iabás. Fundado em 2018 por Madu Costa, Magna Oliveira e Chica Reis, o coletivo atua nas áreas de tradição oral, produção cultural, educação e patrimônio. O Vidas Negras em Cordel é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Serviço
Vidas Negras em Cordel – formação gratuita
Quando: terça-feira, 1º de setembro
Horário: 16h às 19h
Local: Escola Livre de Arte Arena da Cultura NUFAC
Endereço: Avenida dos Andradas, 367, Centro, Belo Horizonte
Classificação: a partir de 16 anos
Valor: gratuito
Inscrições: [formulário de inscrição]
Instagram: @coletivoiabas







